terça-feira, 31 de março de 2026

 

 


                                Bastidores da Investigação nas Ilhas:

                                             O Alicerce Invisível                                           

“Superar o isolamento do Atlântico exige mais do que meios; exige a união de quem sabe que a justiça começa na solidez dos dados.”

 

Diz-se que a Polícia Judiciária vive da rua, mas quem passou quase três décadas na Unidade de Informação — hoje a nossa Brigada de Investigação Criminal (BIC) - sabe que o trabalho de retaguarda permite que a investigação não caminhe às cegas. No DIC dos Açores, a minha missão centrou-se no rigor da inserção e análise de dados, servindo como suporte real para a tomada de decisões estratégicas. Assegurei que a informação chegasse a quem decide e a quem executa de forma clara, pronta a ser utilizada.

Trabalhar num arquipélago de nove ilhas é um desafio que as palavras mal conseguem descrever. Só quem serve aqui, no meio da imensidão do Atlântico, conhece as dificuldades reais impostas pelo isolamento. Esta realidade reflete-se tanto na investigação como na informação, obrigando-nos a uma versatilidade constante. Sabemos que os recursos nem sempre acompanham a exigência da missão, mas é precisamente nessa lacuna que o valor humano se destaca; onde os meios escasseiam, a nossa dedicação multiplica-se para garantir que a carência técnica nunca comprometa a descoberta da verdade.

Acompanhei momentos marcantes, como a criação da Extensão da Terceira e, mais recentemente, do Faial. Testemunhei a transição do papel para o digital, reforçando a minha convicção de que nenhum sistema substitui a sensibilidade de quem sabe interpretar a informação. Estar nos bastidores não é ser indiferente; muitas vezes, o impacto da investigação chegava-me no silêncio de um processo, onde cada detalhe de sofrimento me recordava que trabalhamos com vidas, e não apenas com dados. Essa consciência tornava o meu rigor, uma forma de respeito pelas vítimas.

Desses 28 anos guardo muito mais do que a colaboração técnica. Por este departamento passaram centenas de colegas e resultaram amizades profundas, nascidas na partilha diária. O verdadeiro companheirismo superou as paredes do DIC, unindo-nos em laços que o tempo não apaga - incluindo os colegas que já partiram e que, também eles, farão sempre parte das nossas memórias.

Houve quem soubesse reconhecer que a investigação moderna não subsiste sem uma retaguarda de informação forte. Apesar dos desafios ou de eventuais injustiças pelo caminho, estas nunca foram suficientes para me tirar a resiliência ou o orgulho de pertencer a esta instituição. Foi esse compromisso que permitiu que a BIC se afirmasse como o suporte necessário para que a investigação fosse mais célere e eficaz.

Nesta celebração dos 50 anos da Polícia Judiciária nos Açores, deixo o meu testemunho como alguém que ajudou a construir o alicerce invisível desta casa. Orgulho-me de saber que, no "coração" da informação, batia o pulso de quem serviu a causa com lealdade e silêncio.

                   Paulo Ferro

Ponta Delgada, 7 de Fevereiro de 2026

terça-feira, 3 de junho de 2025

 Mesmo longe, nunca saí de lá...


Há lugares que não nos deixam, mesmo quando a vida nos empurra para longe. Povoação é esse lugar para mim. Não é só a terra onde nasci — é o ponto de partida de tudo o que sou. Está entranhada em mim, não pela geografia, mas pelas pessoas, pelas histórias, e pelos valores que moldaram o meu coração.

Ali aprendi o que realmente importa. Aprendi que dizer "bom dia" tem peso, que partilhar é natural, que cuidar dos outros não é um gesto especial — é um hábito diário. Cresci a ouvir a minha mãe chamar da janela ao fim do dia, quando o céu já se vestia de laranja e a rua se esvaziava devagarinho. Cresci rodeado de simplicidade, onde cada gesto era verdadeiro e cada palavra tinha alma.

Povoação ensinou-me a respeitar os mais velhos, a honrar a palavra dada, a ajudar sem esperar recompensa. Ensinou-me que a humildade é força e que a generosidade é uma herança invisível que se transmite no silêncio dos atos. Esses valores não vieram em discursos — vieram na forma como a minha mãe vivia, como os vizinhos se cuidavam, como se fazia muito com tão pouco.

Hoje, os caminhos levaram-me para longe. E, quando volto, sei que posso já não encontrar as mesmas pessoas, as mesmas vozes, os mesmos abraços. Mas há algo que nunca muda: volto sempre com a alma preenchida. Basta um cheiro, uma pedra no mesmo sítio, um olhar conhecido — e tudo em mim se reconecta.

É ali que volto a ser inteiro.

Escrevo isto por saudade, sim. Mas acima de tudo, por gratidão. Porque há raízes que não se veem, mas que sustentam tudo o que somos. E as minhas, por mais longe que vá, estão cravadas para sempre naquela terra junto ao mar: a minha Povoação!!!

Paulo Ferro, 03/06/2025




terça-feira, 31 de julho de 2012

I can feel it!



One thing I've been willing to ask you...specially after what you've said about Jesus Christ...you said he was a prophet...and he was, but not only that...he was more than that!
In Sociology classes,  many intelectuals make us think…but they also make us question our religious roots, our beliefs…the existence of God...and many other things about our background education.
Nevertheless, I still believe that there are ‘things’ that no human being and no science can ever explain...no matter how much they try to prove it!
Is this my way of not wanting to see reality?
No, it is not!
Is this my way of trying to make life easier for myself?
No, it is  not!
It's just that I BELIEVE…that there is something after this life and it sure is  based on God!
And after mom died and in that exact moment, when she was able to breathe for the last time...I felt inside of me…more than ever  - that there is really something beyond our intelectual capacities! There has to be!
Can you feel her presence? Can you feel her energy emerging inside of your own soul?
I can!
I love to take 10 minutes by myself every once and a while...to feel deep inside of me the strength coming from mom...and from God!
All this to say...please don't close the door on God!
Please, let him always be part of you...
for he controls our life, if we let him...he'll take care of our problems...he listens to us…and you know that…you really do…deep down inside!
Believe...have faith and notice that sometimes we aren't capable of seeing things God does for us...in our everyday lives!
Smile to the world...be tolerant...better days will come...show people that we can...when we want to!
God is watching…I can feel it!
Love you !

Paulo Ferro , 31 de Julho 2012

Mamã a minha benção!

 

A minha bênção, querida Mãe!





Mãe, hoje 19:55 do dia 18 de Abril de 2012...acabou teu sofrimento e partiste para junto do Deus, nosso PAI!
 
Vivi ontem o momento mais amargo da minha vida ao ver-te morrer poucos minutos depois de chegar ao teu leito! Ver-te respirar pela última vez foi um sofrimento que não tem explicação...
O teu último suspiro foi como se alguém me tivesse apunhalado no coração...como se o meu mundo se estivesse a desabar ali mesmo!
 
É verdade, que pedi sempre a Deus para estar contigo no momento da tua morte, eu não queria que te sentisses só! E assim, Deus fez acontecer!
 
Choro por ti...mas, sei que estás com Deus!!!Eras um exemplo de vida!!!
Até na hora da morte, esperaste por mim como sempre o fazias quando à nossa casa, eu chegava!!!
Tiveste a mim e às tuas filhas a confortarem-te, e a transmitirem-te o quanto que todos nós te amávamos e te apreciávamos!
 
Sinto já, uma imensa falta tua...vejo na minha mente e no meu coração, todas as recordações...todos os momentos que passamos juntos e em família!!!Recordações que nunca esquecerei!
 
Não tenho palavras para descrever o que vai no meu coração e na minha alma...Eras, e serás sempre a minha inspiração! E se eu algum dia não fui o filho que deveria ter sido, peço-te que me perdoes!
Tu sabes...que eu te adorava...tu sabes...eu sei!
 
QUERO-TE AGRADECER MINHA QUERIDA...
NÃO PODIA QUERER OUTRA MÃE!!!
FOSTE O MEU ANJO PROTECTOR, E SEI QUE ESTARÁS SEMPRE COMIGO...
NUNCA TE ESQUECEREI..
NUNCA, MINHA QUERIDA AMIGA!ADORO-TE SEMPRE MAMÃ!!!
A MINHA BENCÃO!
 
Paulo Ferro, 20 de Abril de 2012
 
 

sábado, 12 de novembro de 2011

Sou Pai!!!Sou Pai!

Parece incrível, mas é verdade! Sou Pai!!!
Já lá vai, pouco mais de sete semanas, desde a chegada do maior tesouro, que alguma vez poderia ter...nesta vida – O meu filho, o meu Alexandre!!!



Meu querido filho, meu Alexandre,

Escrevo-te estas palavras porque precisei de um momento só meu para transcrever para o papel as emoções que se acumularam nestes meus 47 anos de vida. Quero que saibas, um dia, como a tua chegada transformou o meu mundo.
Antes de ti, a vida seguiu o seu curso. Nunca vivi obcecado pela necessidade imperiosa de ter um filho. Passei por relacionamentos que me magoaram, que me tiraram a esperança de ser pai pelos parâmetros normais de estabilidade e paz. Mas, mesmo nesses dias cinzentos, nunca senti o desespero de ter um filho "apenas por ter". No entanto, no silêncio do meu anoitecer, naquela introspeção que todos fazemos, eu questionava-me. Lamentava não conhecer esse "estado de graça" que tantos descreviam como a verdadeira fonte da vida.
E então, Deus decidiu que era o momento. No dia 8 de fevereiro de 2011, recebi a notícia da gravidez da tua mãe, a Sandra.
A partir desse instante, as emoções vieram em catadupa: alegria, surpresa, mas também o medo e a ansiedade. Durante toda a gravidez, tentei manter o equilíbrio. A tua mãe sentia-me tenso, mas calmo; nem frio, nem quente. Eu estava a processar a enorme responsabilidade que me tinha sido destinada. Não foi coincidência, Alexandre. Foi uma missão que Deus me entregou, e prometi ali que faria tudo para te dar as ferramentas para seres consciente e feliz.
Mas tudo mudou verdadeiramente no dia 22 de setembro de 2011.
Nunca esquecerei o "nervoso miudinho" enquanto esperava no bloco de partos. Quando a Joana te trouxe e te colocou nos meus braços, a alegria jorrou de mim. Fiquei sem palavras. Só conseguia repetir, vezes sem conta: "É tão lindo! É tão lindo!"
Tu olhaste para mim como se já soubesses quem eu era. Parecia que tinhas descido do céu e que Deus já te tinha dito quem te esperava aqui na Terra. Foi uma sensação única, impossível de descrever, que guardarei em cada pormenor até ao fim dos meus dias.
Obrigado, meu Deus, por me teres trazido o meu filho.
O meu Alexandre. O meu Tesouro.
Com todo o amor do mundo,
O teu Pai..
Paulo Ferro, dia 13 de Novembro de 2011



segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Porque é que a eternidade não é visível?





E porque é que a eternidade não é visível










Há alturas na vida em que olhamos para trás!
Mas, há com certeza, alturas em que este olhar...é de longe, mais profundo, mais sentido!
Era bom que olhássemos...e em simultâneo, conseguíssemos tocar, e sentir momentos, pessoas...que já 'não existem', que 'já partiram'...
Como é doloroso este olhar...pois, por mais profundo que seja...por mais distância que alcance...não conseguimos tocar, não conseguimos sentir...Que angústia!
Há alturas na vida em que pensamos e nos interrogamos...Que fazemos aqui? E porque tem de ser assim?
Porque temos de ver partir as pessoas que tanto gostamos, que tanto amamos!
E porque é que a eternidade não é visível?!
Este nosso olhar...tão profundo...não alcançará o nosso maior desejo...a nossa sede de tocar e de sentir...todos os momentos que já não voltam, e todos os que já partiram, mas...
Continuaremos...insistiremos...pode ser que um dia, finalmente...este nosso olhar consiga...alcançar - 
Alcançar a eternidade e nesta altura, consigamos tocar e sentir o momento infinito, e todos os que um dia partiram!

07/02/2011 Paulo Ferro

A vida passa...



         A vida passa...






A vida passa tão depressa por nós...e, é  verdade, que por vezes andamos de costas voltadas para ela...a vida.
Se são tantos os contratempos que nos surgem, se são tantas as desilusões!
Há até momentos, e pessoas que gostaríamos de rever...Mas, infelizmente não há volta a dar!
Resta-nos viver neste mundo, que por mais injusto que seja...devemos aceitar, e assim,  rodearmo-nos das pessoas que realmente nos interessam, fazer o nosso trabalho, contribuir em cada dia que passa por um mundo melhor, e esperar, que um dia, sejamos recompensados por algo, que nem a ciência, consegue explicar!
Não deixemos que alguns destruam o melhor que temos - O Sonho!


07/02/2011   Paulo Ferro

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Simple thoughts...


                  
  The reason to continue...

     I could never believe I exist without memories…as I could never believe in life without the roots of life…family, friends, places, moments and times, even when things were hard to accept, but knowing we've played our best role in life, that we have built our existence based in our beliefs and in our feelings…And knowing, no matter what, that WE HAVE TRIED OUR BEST…is certainly the best reason to continue the journey.

                                                                     July 14/2010  Paulo Ferro 



              Life in another dimension...as pure as water


  Sometimes…I wish I could leap over to another dimension…to a place where nothing can disturb my value of life…to a place where I could fullfill a dream that still remains in my conscious…a place where I could touch the sky rise…and feel the pleasure of abstraction…to a place where human justice is as pure as water and differs from Human’s cold and indifferent views!

     July 13/2010  Paulo Ferro






         Why not contemplate such a chance...

 
I woke up with the silence of the morning…with my eyes nearly shut, I opened the window, where not to far away, I could see the Atlantic and its horizon…I could then stare at the scenery, as if it was the beginning of a beautiful painting…but then realized it was more than just that, it was actually, the beginning of a brand new day, where a new opportunity to live was given…Why should I not contemplate such a chance?


      July 13/2010   Paulo Ferro





                                                   Be patient...let life continue

First step into a new phase...expecting to be more and more adventurous in the deep discovery of our souls...and sometimes, specially with a cloudy day...we may feel like we're stuck in the same place, but...after a moment of profound thoughts, it's clear enough to say, that it's not true...just let life continue at its own pace...be patient, let it roll!

           July 8 /2010  Paulo Ferro

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Obrigado Zandra...



Obrigado Zandra!!!



Há momentos ao longo de uma vida que nos marcam…E hoje, que é um dia especial…não devo apenas recordar os bons momentos que me trouxeram até onde estou…olho para trás e sei, que todos os momentos me transformaram, e construíram a pessoa que hoje sou.

Todos nós tivemos momentos de dor e de sofrimento, a morte de um ente querido, de um amigo, as dificuldades financeiras, os problemas profissionais, até um mero dia de chuva, um desgosto amoroso, o abandono, a fome e tantos outros instantes, consoante  a experiência de cada um, e de cada qual.

Mas, também experienciamos, outros momentos que nos transmitiram, momentos de invulgar felicidade. O nascimento de um ente querido, de um novo amigo, as facilidades financeiras, o sucesso profissional, até um dia de sol, um novo amor, o reencontro, a abundância e tantos outros instantes, consoante a experiência de cada um, e de cada qual.

Em meu entender, não só os momentos de felicidade, devem ser refletidos e relembrados, também os momentos de consternação, para podermos reforçar a caminhada que um dia decidimos recomeçar…após tanto desalento e desilusão.

Pode por vezes, parecer fácil, referirmo-nos aos momentos mais difíceis, mais angustiantes, que vivemos como sendo momentos únicos para uma viragem radical na nossa vida, como sendo momentos propícios para nos transformarmos, e caminharmos numa direção diferente, para melhor…Talvez seja fácil dizer, se bem, quanto mais preparados possamos estar, quanto mais maduros estejamos, transformar estes mesmos momentos, estas situações circunstâncias, em momentos de viragem, nunca deixa de ser caracterizado por dor, relutância, renitência, desconfiança, desespero…achamos sempre que nada mais vale a pena!

Enfim, somos seres Humanos…imperfeitos, por muito que busquemos a excelência…seremos sempre influenciados pela negatividade…E, só uma mente aberta, uma mente capaz de sofrer as consequências de qualquer adversidade, e em seu devido tempo…conseguir por fim, abrindo janelas para a felicidade, sem medo de errar, sem medo do abismo…confiando na vontade de vencer, quer seja ao nível profissional, ao nível familiar e/ou ao nível amoroso!

Eu sei que o mundo não para, eu sei que a felicidade depende muito de nós, mas também sei que ela será efémera, se não partirmos em busca da mesma a cada dia que vivemos.
É importante sabermos o que fomos, o que passamos e o que vivemos no passado, para que possamos ser mais positivos, e assim darmos o devido valor ao que hoje somos, e ao que hoje temos - Obrigado Zandra!


Paulo Ferro 7 de Julho de 2010

sexta-feira, 2 de julho de 2010

O melhor lugar…onde alguma vez poderia estar




 O melhor lugar, onde alguma vez poderia estar.



Nunca será demais, dizer para nós mesmos, que este local onde vivemos, a ilha - a cratera da nossa erupção para a vida, e com o qual, o destino nos contemplou…será para sempre temporária, e de passagem. Por isto, e até pelo privilégio de desfrutar de tamanha divindade…definitivamente, devemos rejeitar a possibilidade de nos arrependermos, ou lamentar o facto de aqui estarmos!
A vida é única, e devemos agradecer cada momento como sendo o último, devemos dar realce/destaque a situações que nem sempre sabemos apreciar! A virtude de podermos olhar o mar…de sermos abraçados pela sua imensidão, pelo cheiro da maresia constante, pelo seu brilho…que reflete um sol sorridente, ou até mesmo, pelo chilrear das gaivotas…que mais parecem entoar musicalidades únicas, que nos ecoam na alma e nos libertam para a felicidade térrea…são fatores, que nunca devemos menosprezar!
Devemos semear todos os dias, a nossa inteligência emocional, assim como a essência do nosso ser nesta estrada, que nos foi ofertada, indubitavelmente, a meu ver, por uma mão divina (para os menos céticos), sendo certo que ela nos levará na direção certa, e que outra oportunidade, não teremos! Razão, mais do que suficiente para que, não deixemos de agarrá-la…
Podemos, por vezes, viver o desespero da solidão e da amargura…E, mesmo que o mundo esteja em constante movimento rotativo, por vezes, ao som de uma música entristecida e envelhecida…cabe a cada um de nós, não deixar que isto nos impeça de dizer…que apesar de tudo, a vida é bela, e este é o melhor lugar, onde alguma vez poderia estar.

Paulo Ferro em 02 de Julho de 2010

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Agradecer como a Gaivota que beija a terra...

E para quem está habituado a viver numa grande cidade, a adaptação a um meio pequeno, pode ser… e, é difícil. Viver limitado às margens da ilha... onde a vista alcança mar e mais mar… muito mar!!!
De facto, viver numa ilha traz sem dúvida, a devida tranquilidade, que recompensa uma alma em busca de paz, mas ser ilhéu, não é fácil... Há que, aprender a amar a terra, e respeitá-la. Muita gente, nunca se adapta, por se sentirem enclausurados, restringidos e longe dos grandes acontecimentos, dos centros de decisão...mas, nós os Açorianos, os verdadeiros ilhéus, nós já estamos habituados à imensidão da água que nos circunda, deste Oceano imenso, que 'afogou' em tempos uma suposta ‘Atlântida’ já desaparecida, um mar que também retrata, tanto a sua força ‘monstruosa’ nos invernos rigorosos, como ao mesmo tempo nos transmite a sua inspiração, que nos transporta para longas metas, para um horizonte sem fim, para sonhos desmedidos, e que está sempre presente no Espírito deste Povo.
Viver na ilha pode ser solidão, pode ser monotonia, pode ser distância e saudade mas, também é…calor humano…plenitude...natureza…pureza…mar e horizonte!
Contradição? Só, para quem não sabe o verdadeiro sentido do ‘ilhéu’, do viver ‘abraçado’ à natureza ímpar, de montanhas e vulcões…onde a ambição, e o sonho se cruzam com o mar...mesmo ali, ao abrir da janela!
Viver nos Açores, é esta magia, que por vezes, NÃO SABEMOS AGRADECER COMO A GAIVOTA QUE BEIJA A TERRA!!!

Paulo Ferro em 11/06/2010

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Deitem cá p'ra fora...


Senhor Deputado Aníbal Pires, desde já, agradeço atentamente ter-se dado ao trabalho de opinar sobre o meu comentário...uma vez que 'não tem'(?) pretensão de esclarecer os que querem e/ou os que não querem ser esclarecidos.Mas, ao responder, já está a tentar esclarecer, não será assim?
No que diz respeito ao meu comentário, não me referia própriamente à resposta do Deputado Rui Ramos, nem tão pouco à vossa proposta que defendia a revogação do Decreto Regulamentar que alterou o modelo de gestão da Escola Profissional das Capelas, ilha de São Miguel.Referia-me sim, às constantes críticas do PCP Nacional ao longo dos anos da sua existência, e em particular, recentemente relativamente ao PEC, assim como às 'denominadas' medidas de austeridade propostas pelo Governo PS, e digamos 'esculpidas' pelo PSD.
Não vou dizer se estou de acordo ou não com as medidas, mas faz-me confusão, a mim e a muitos Portugueses que haja Partidos que vêm para a Praça Pública criticar, condenar, deitar abaixo até ao ponto de apresentarem uma Moção de Censura ao Governo, e logo nesta altura do campeonato!Mas, então...que raio de varinha mágica tem o PCP?Que diga, que esclareça como se devia fazer...quais as soluções, basta de falar em abstracto...o monstro isto, o monstro aquilo...sinceramente, sejam realistas...digam...'deitem cá para fora' como diz a famigerada publicidade da TV!Deitem cá para fora!
E, por último...deixe-me dizer-lhe que vejo a política com os pés bem assentes no chão, com uma visão nada dogmática...nunca fui fundamentalista...E quanto à minha fé...só em Deus, e já agora 'És a nossa fé...Força Sporting Allez! '- isto sim, é a minha fé! ;))
Boa tarde para si...

Paulo Ferro em 19/05/2010(comentários do facebook)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

O Destino será sempre o mesmo…para todos



Os caminhos podem ser muitos…Mas o destino será sempre o mesmo.
Podemos ter muitos caminhos por onde escolher. Se ao menos…nós os pudéssemos realmente escolher…
Quando estes mesmo caminhos…Não nos fossem impostos ou vedados…
Ou pela sorte que a vida nos proporciona. Ou até mesmo pela sorte que algumas pessoas… nos permitam ter…
Mas o destino final…Este será sempre o mesmo!
Podemos…cada um de nós ter um caminho mais longo, ou mais curto…e mais calmo…
ou até mesmo um caminho mais turbulento…Podemos até caminhar com tamanha facilidade, e/ou com tamanha dificuldade…mas o destino…Sim, este destino será sempre o mesmo…
A vida para quem não se apercebeu, para quem não teve ainda oportunidade…
ou para quem não quis…tirar um momento…para parar, para reflectir…sobre esta existência…Não conseguiu concluir que esta existência…não é nada mais …do que dois meros dias…
Sim, dois dias apenas…dois simples dias!
Não se compreende por isto…que haja ainda pessoas que teimam em olhar a vida como sendo…eterna…ininterrupta e como sendo estas mesmas pessoas..uns filhos de um Deus Maior…onde tudo podem, onde tudo querem…Tantas são…as crueldades, as hipocrisias…as ingratidões, as arrogâncias do poder, as exacerbações do egoísmo…o frenético desejo de posse, do materialismo…e, a mais recente ganância pelo conhecimento científico…E que em muitos casos…são meros indicadores de estatística…Longe estão da real verdade e do perfeito conhecimento. O conhecimento da ética, das nossas raízes, da boa vontade, da bondade, da caridade e até mesmo da vergonha…
É este o mundo em que vivemos…o mundo das regras dúbias…o mundo de uns quantos, que teimam em olhar a vida…da forma mais tecnocrática…marginalizando…
O que de mais valioso existe…O AMOR PRÓPRIO…que defende a existência dos valores…e daqueles…que defendem as suas raízes, com amor, com gratidão…e também com conhecimento…o conhecimento da vida e de vida…o tal conhecimento que muitos senhores não conseguem ver…a dedicação simples e séria…Está provado…que as crises morreram não à custa de tecnocratas, mas à custa de gente simples…do Povo!
E, é por isto, que de facto…os caminhos podem ser muitos… nesta vida.
Mas no final…
No final…meu amigo…o destino será…indubitavelmente…o mesmo - Descanse em paz…

Paulo Ferro em 2 de Dezembro 2009

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Movimento do ' Ser Povoacense'



Antes mais...que estejam bem todos os Povoacenses, em particular todos aqueles que não vivendo no Concelho...continuam a defender e amar a sua terra!
Gostava de poder transmitir o seguinte...e aguardo partilha de opiniões de todos aqueles que como eu...estando distantes geograficamente, mas pertos no coração, que sentem que nos tratam como orfãos, como estrangeiros...desvalorizados na Terra que nos viu nascer e/ou na terra para a qual teimosamente defendemos nos bastidores, e que com orgulho proclamamos como 'a minha terra', sem vergonha, sem preconceitos e acima de tudo sem interesses pessoais...quer sejam de àgua Retorta, Faial da Terra, Nossa Senhora dos Remédios, Furnas, Ribeira Quente ou da Vila de Povoação...a terra é de todos - A nossa 'Velha Povoação'!
Há alguns anos que tenho como meta, formar, constituir e fundar aqui em Ponta Delgada uma Associação dos Amigos da Povoação...pode até nem ter este nome, aliás...era bom que tivessemos um nome diferente...mas, isto depois será falado e discutido...
Simplemente nesta altura do campeonato, o mais importante é transmitir a ideia aos muitos Povoacenses que por cá vivem...e que de uma maneira ou outra gostam da sua Terra Natal...basta de sermos considerados 'estrangeiros'...temos voz...e queremo-la activa, e porque não também...ter decisão nos assuntos da nossa terra...nos problemas da nossa terra...
Meu amigo, eu conto contigo, e estou receptivo às tuas ideias.Em breve vamos reunir um pequeno número de Povoacenses interessados neste assunto para partir numa caminhada que se quer louvável!

Cumprimentos Povoacenses...Bem Haja Povoação!

Paulo Ferro

'Os verdadeiros Povoacenses não são necessáriamente aqueles que vivem no Concelho'...é esta frase que me faz mover no sentido de fundar uma Associação com estatutos próprios..escriturada legalmente para que possamos dizer em voz alta...'Nós também somos Povoacenses'...

Abraço

segunda-feira, 4 de maio de 2009

A Ganância do Poder...


A ganância desvirtua e corrompe o homem, e na sequência da mesma, ele não se importa de prejudicar o seu próximo, nem nunca está satisfeito com o que tem, está sempre querendo mais.
E como consequência desta obsessão maléfica, o homem…rouba, mata (mesmo que indirectamente através das suas acções mais ou menos destrutivas), comete todo o tipo de loucura, faz trapalhadas, pratica falcatruas absurdas, com o simples objectivo de saciar os seus desejos pessoais, familiares e de uns quantos 'ditos' amigos.
Na política, vemos candidatos, que querem ganhar eleições a qualquer custo, travando verdadeiras batalhas para se elegerem, atropelando os seus adversários, da maneira mais vergonhosa...
Usam da desonestidade para se darem bem porque cada um quer mostrar que é mais esperto e mais competente que o outro, procuram atingir seus adversários, mostrando o lado oculto de suas vidas pessoais.
Até mesmo as suas famílias não escapam a estas artimanhas, há candidatos que até fazem pactos com o diabo para serem eleitos...
E quando são eleitos, não se satisfazem, querem mais, aí começam as falcatruas, até esquecem ou ignoram aqueles que os apoiaram, e que poderiam ser as mais valias, os mais competentes, os mais leais na procura de resultados sérios e objectivos!
Por vezes, diria mesmo, a maioria das vezes…as consequências deste género de atitude por parte dos políticos são de tal forma desastrosas, e que para o efeito transcrevo uma breve história, que sintetiza muito bem a forma como de uma maneira geral a sociedade dos dias de hoje encara os actuais políticos…

«Conta-se que certa vez saíram três caçadores para caçar, que entraram numa mata, e quando se deram conta; estavam perdidos, quanto mais procuravam a saída mais se enclaururavam pela mata adentro, e naquela ânsia de encontrar o caminho de volta,depararam-se com um grande tesouro.
Havia caído um avião de traficantes que transportava uma grande quantidade de ouro em barras, quando viram tanto ouro, começaram a fazer planos, cada um tinha em sua mente usar daquele ouro, para melhorar de vida, dar todo o conforto para suas famílias.
E naquela euforia de riqueza, começaram a repartir aquele tesouro, sem pensar como o havia de transportá-lo, pois não estavam preparados, e também, não se deram conta de que estavam perdidos.
Quando um deles teve a feliz ideia de fazer um saco com suas calças, e procedendo assim, colocaram o ouro em três partes iguais, nos sacos e saíram à procura do caminho de volta para casa.
O peso do ouro nas costas, fez com que se sacrificassem muito, e era muito incomodo aquelas pontas de ouro ferindo seus lombos, pois era ouro em barra, e naquela ânsia de encontrar o caminho de volta, iam enfraquecendo cada vez mais, as forças iam esvaindo, o mais fraco já não suportava mais e acabou ficando para trás.
O que se achava mais esperto, fez uma proposta para o que estava mais próximo, falando baixo para não levantar suspeita ao que ficara para trás. Propôs então…matá-lo, assim sobraria mais ouro para eles.
O companheiro sem hesitar, aceitou logo a proposta, e assim fizeram, mas o resultado desta ganância tirou-lhes a razoabilidade, e não perceberam que não havia a menor possibilidade de transportar aquele ouro, pois as condições físicas deles estavam comprometidas e cada vez mais fracas, sendo que o peso do ouro para cada um ficava além das suas forças.
A dificuldade para se movimentarem era muita; além do mais estavam perdidos.
Com muita dificuldade encontraram o caminho, mas estavam muito cansados e nervosos, e a ambição fez com que brigassem.
Envolveram-se numa tremenda luta corporal, desferindo golpes mortais, um ao outro, e sempre o mais forte levava vantagem, por ironia o derrotado desta batalha caiu de cabeça justamente em cima de uma barra de ouro, tendo uma morte instantânea.
O sobrevivente, então começou a viajar nos seus pensamentos…iria comprar casa na cidade com piscina e tudo de bom que o conforto lhe pudesse oferecer, já pensava em carro do ano, o mais caro e até mesmo um barco de luxo, seus pensamentos eram para aproveitar a vida em tudo, que o dinheiro pudesse comprar, queria ser importante.
Acontece, que na luta que travara com seu companheiro, ele foi ferido profundamente, e estava perdendo muito sangue, sentiu que não iria conseguir chegar a casa com aquele ouro, e assim resolveu enterrá-lo, para buscar mais tarde. E assim, conseguiu com muita dificuldade fazer o buraco e enterrar aquele tesouro, mas saiu cambaleando em direcção a sua casa.
O sol escaldante e a perda de sangue fizeram-no perder os sentidos, sem água e sem ninguém para ajudá-lo, acabou morrendo desidratado sob o sol quente, ainda longe de casa.
E o ouro? Ficou lá enterrado para sempre.»
Resumo da história???
Cada um de nós deverá tirar ilações, e embora a abolição de cenas como a que acima refiro não dependa de uma única pessoa…a verdade é que se cada de nós fizer o seu papel…através da benfeitoria, este mundo poderá ser mais transparente…inequivocamente melhor!

Paulo Ferro 04 de Maio 2009


sexta-feira, 17 de abril de 2009

Atitude positiva…



Passamos a vida na busca de uma identidade perfeita sem que a consigamos encontrar…Uma busca por vezes desesperante, angustiante mesmo!
Queremos atingir um estado de alma, onde seja possível saborear a tempo inteiro, o sorriso, a alegria…a FELICIDADE!
Passamos a vida na busca daquilo, que por vezes, nem sabemos o quê!
Uma busca incessante, e por vezes cega…
O constante desejo de novas experiências, de novos conhecimentos…de novas sensações…de outras AVENTURAS!
Pasmo-me por vezes pela forma como a maioria de nós, não consegue decifrar a felicidade nas pequenas circunstâncias da vida…onde por vezes a própria felicidade se ri de nós por não a agarrarmos…quando ela – a felicidade, já não sabe o que fazer para nos alertar para a facilidade com que ela se nos apresenta!
E não será assim? É verdade, nem todos os dias são iguais e os problemas surgem quando nós menos esperamos…mas, também é verdade, que nós…Seres Humanos, temos uma característica muito própria de constante insatisfação…quando na realidade, as coisas belas da vida estão tão visíveis e tão próximas dos nossos olhos…desde o simples acordar pela manhã…até ao rotineiro momento da saborosa ‘bica’, com uma rápida leitura das ‘gordas’ dos jornais…no cafezinho habitual…o da esquina, ou o simples trajecto que efectuamos diariamente para o local de trabalho…onde para além do cumprimento das nossas funções, é também nossa ‘obrigação’ espelhar uma atitude positiva, sermos capazes de discernir entre o urgente, o inadiável e aquele momento de boa disposição, de sorriso radiante que tanta falta faz ao nosso próximo…e que o próprio Universo encarregar-se-á de o reflectir como se de um espelho se tratasse!
E cada dia que passa, mais sinto que a verdadeira felicidade, a verdadeira riqueza, não está naquilo que possuímos materialmente, nem tão pouco naquilo que fazemos como profissionais…a verdadeira felicidade, a verdadeira riqueza está dentro de nós, na forma como nós somos capazes de valorizar-nos enquanto pessoas, na forma como somos capazes de utilizar as ferramentas que nos foram atribuídas a todos, a todos sem excepção, talvez por um Ser Superior (para os menos cépticos) …não sei, não interessa!
A verdade, é que as temos – as ferramentas necessárias para que em cada dia possamos ser cada vez…mais completos, cada vez mais seguros daquilo que queremos…cada vez mais capazes de valorizar o importante da vida…A NOSSA ATITUDE perante as situações, A NOSSA ATITUDE perante os nossos problemas e acima de tudo, A NOSSA ATITUDE para com os outros!
Fascinam-me pessoas, que à partida, e para a generalidade da sociedade, não teriam razões para serem felizes…e há situações caricatas na minha rotina diária que justificam em pleno o referido fascínio…sendo que, logo pela manhã…e a caminho do centro histórico de Ponta Delgada, zona onde se localiza o meu ‘ganha pão’…a rotina é sempre a mesma…e, ainda bem! Viagem entre casa e o parque do Castilho…ao som da Rádio Atlântida, filas de trânsito…nem por isto! Depois o tão desejado estacionamento do carro…assim como o percurso apeado, onde normalmente, encontramos as mesmas pessoas, cruzamo-nos quase sempre à mesma hora….repetem-se os mesmos gestos…observamos pessoas mais despreocupados, algumas – muito poucas com sorriso, outras mais cabisbaixo, tímidas, nervosas, stressadas, arrogantes…enfim, diversas imagens reflectidas pelas diferentes personalidades.
No entanto, e desde sempre…neste mesmo percurso, sempre olhei com admiração para um Senhor – varredor – empregado de limpeza, empregado da Câmara…o mesmo Senhor que não regateia a sua boa disposição…e numa das principais ruas desta Cidade…enquanto varre, enquanto limpa, enquanto cumpre as suas tarefas profissionais na mesma rua…consegue (e penso, que sem se aperceber), contagiar as pessoas com a sua atitude perante a vida…o seu assobio entoa cânticos diversos…por vezes até canta em voz alta…Meu Deus, aquele homem…penso no meu íntimo, aquele ser humano sabe sem dúvida usar as suas ferramentas!!! Consegue sem dúvida transmitir uma lição de vida para todos os que passam na dita rua logo pela manhã!!! Quantos de nós, somos capazes de transmitir uma imagem semelhante no nosso dia a dia? Quantos de nós, somos capazes de pôr em prática uma atitude positiva perante os problemas – sim, porque aquele homem também tem os seus problemas…e, no entanto consegue activar o melhor que existe em si! Qualquer um de nós também tem ao alcance, a ferramenta mais flexível, a ferramenta mais poderosa e mais capaz de nos transformar em pessoas felizes…ATITUDE POSITIVA! Use-a…e o Universo compensá-lo-á!

Paulo Ferro 17 de Abril de 2009

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Partir e voar...para o sonho!


Partir e voar…
em busca do prazer,
na procura da vida... e viver!

Voar e voar…
para sentir o ‘sentimento’
e acreditar no pensamento!

Partir e voar…
voar bem alto,
acima de um lindo planalto!

Partir e partir…
para bem longe…não virar a cara, e conseguir o sonho sobre a dor que não sara!

Partir e voar…
sem nunca mais descer,
e da felicidade poder beber!

E se a busca me der prazer, e
assim encontrar a vida e viver…

Posso finalmente sentir o ‘sentimento’, acreditar no pensamento, e do cimo de um planalto gritar…bem alto…

Eu consegui o meu SONHO!




(Paulo Ferro em 15/11/2007)

quarta-feira, 8 de abril de 2009

A Vida Não Espera…


Seis da manhã…Os olhos abrem-se lentamente…
Ainda, meio ensonados…bocejamos aqui, bocejamos ali…
Sente-se ainda, um enorme silêncio…próprio da madrugada…Apenas desperto pelo chilrear dos pássaros…
E assim, devagarinho…vamo-nos apercebendo de mais um amanhecer…
Da chegada de mais um dia…talvez bonito…
Assim, é o pronuncio dos pássaros…
Como se, todos os dias não fossem…todos eles…sempre bonitos!
Porque se acordamos…logo, o dia é bonito!
E, neste silêncio do amanhecer...
Onde a musicalidade dos pássaros…
Nos leva a pensamentos…distantes…dentro de nós!
E porque paramos…pensamos…e só assim…
Conseguimos agradecer…por mais um dia…
E só assim, damos valor…por cada instante…por cada momento…
E porque paramos…pensamos…e só assim…
Percebemos quão curta…é a vida…
E percebemos, que para além de curta…
Sofre constantes mudanças…constantes golpes.
Desde as pessoas que conhecemos…que amamos…
E, que num abrir e fechar de olhos…Já cá não estarão…
Quão curta é a vida?
E nunca percebemos isto…se não pararmos…e pensarmos!
E porque…só quando paramos e pensamos…e só neste momento…
Em que buscamos dentro de nós…A razão da nossa vida…do nosso viver…
Só neste momento…conseguimos perceber…cada vez mais…
A necessidade de aproveitar…cada dia, cada momento…
Como se tratasse do último…
E não será mesmo o último?
Se os dias não se repetem…nem tão pouco, as oportunidades…Cada vez mais, percebemos a necessidade de aproveitar a presença…
Daqueles que conhecemos, daqueles que amamos…
Nem que seja, num só dia…nem que seja, num só momento…Porque amanhã…já pode ser tarde…
E poderão…já cá, não estar…
Porque a vida corre, e não espera por nós…
E assim…só assim…percebemos…
Que este é o momento…neste dia…
Já! E agora…que amanheceu…que acordamos!
E logo…é um dia bonito…
Para aproveitar as pessoas que conhecemos…que amamos.
E a vida que passa por nós…a correr.
E não espera…

10 de Abril de 2008 (Autor - Paulo Ferro)