quarta-feira, 7 de julho de 2010

Obrigado Zandra...



Obrigado Zandra!!!



Há momentos ao longo de uma vida que nos marcam…E hoje, que é um dia especial…não devo apenas recordar os bons momentos que me trouxeram até onde estou…olho para trás e sei, que todos os momentos me transformaram, e construíram a pessoa que hoje sou.

Todos nós tivemos momentos de dor e de sofrimento, a morte de um ente querido, de um amigo, as dificuldades financeiras, os problemas profissionais, até um mero dia de chuva, um desgosto amoroso, o abandono, a fome e tantos outros instantes, consoante  a experiência de cada um, e de cada qual.

Mas, também experienciamos, outros momentos que nos transmitiram, momentos de invulgar felicidade. O nascimento de um ente querido, de um novo amigo, as facilidades financeiras, o sucesso profissional, até um dia de sol, um novo amor, o reencontro, a abundância e tantos outros instantes, consoante a experiência de cada um, e de cada qual.

Em meu entender, não só os momentos de felicidade, devem ser refletidos e relembrados, também os momentos de consternação, para podermos reforçar a caminhada que um dia decidimos recomeçar…após tanto desalento e desilusão.

Pode por vezes, parecer fácil, referirmo-nos aos momentos mais difíceis, mais angustiantes, que vivemos como sendo momentos únicos para uma viragem radical na nossa vida, como sendo momentos propícios para nos transformarmos, e caminharmos numa direção diferente, para melhor…Talvez seja fácil dizer, se bem, quanto mais preparados possamos estar, quanto mais maduros estejamos, transformar estes mesmos momentos, estas situações circunstâncias, em momentos de viragem, nunca deixa de ser caracterizado por dor, relutância, renitência, desconfiança, desespero…achamos sempre que nada mais vale a pena!

Enfim, somos seres Humanos…imperfeitos, por muito que busquemos a excelência…seremos sempre influenciados pela negatividade…E, só uma mente aberta, uma mente capaz de sofrer as consequências de qualquer adversidade, e em seu devido tempo…conseguir por fim, abrindo janelas para a felicidade, sem medo de errar, sem medo do abismo…confiando na vontade de vencer, quer seja ao nível profissional, ao nível familiar e/ou ao nível amoroso!

Eu sei que o mundo não para, eu sei que a felicidade depende muito de nós, mas também sei que ela será efémera, se não partirmos em busca da mesma a cada dia que vivemos.
É importante sabermos o que fomos, o que passamos e o que vivemos no passado, para que possamos ser mais positivos, e assim darmos o devido valor ao que hoje somos, e ao que hoje temos - Obrigado Zandra!


Paulo Ferro 7 de Julho de 2010

sexta-feira, 2 de julho de 2010

O melhor lugar…onde alguma vez poderia estar




 O melhor lugar, onde alguma vez poderia estar.



Nunca será demais, dizer para nós mesmos, que este local onde vivemos, a ilha - a cratera da nossa erupção para a vida, e com o qual, o destino nos contemplou…será para sempre temporária, e de passagem. Por isto, e até pelo privilégio de desfrutar de tamanha divindade…definitivamente, devemos rejeitar a possibilidade de nos arrependermos, ou lamentar o facto de aqui estarmos!
A vida é única, e devemos agradecer cada momento como sendo o último, devemos dar realce/destaque a situações que nem sempre sabemos apreciar! A virtude de podermos olhar o mar…de sermos abraçados pela sua imensidão, pelo cheiro da maresia constante, pelo seu brilho…que reflete um sol sorridente, ou até mesmo, pelo chilrear das gaivotas…que mais parecem entoar musicalidades únicas, que nos ecoam na alma e nos libertam para a felicidade térrea…são fatores, que nunca devemos menosprezar!
Devemos semear todos os dias, a nossa inteligência emocional, assim como a essência do nosso ser nesta estrada, que nos foi ofertada, indubitavelmente, a meu ver, por uma mão divina (para os menos céticos), sendo certo que ela nos levará na direção certa, e que outra oportunidade, não teremos! Razão, mais do que suficiente para que, não deixemos de agarrá-la…
Podemos, por vezes, viver o desespero da solidão e da amargura…E, mesmo que o mundo esteja em constante movimento rotativo, por vezes, ao som de uma música entristecida e envelhecida…cabe a cada um de nós, não deixar que isto nos impeça de dizer…que apesar de tudo, a vida é bela, e este é o melhor lugar, onde alguma vez poderia estar.

Paulo Ferro em 02 de Julho de 2010

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Agradecer como a Gaivota que beija a terra...

E para quem está habituado a viver numa grande cidade, a adaptação a um meio pequeno, pode ser… e, é difícil. Viver limitado às margens da ilha... onde a vista alcança mar e mais mar… muito mar!!!
De facto, viver numa ilha traz sem dúvida, a devida tranquilidade, que recompensa uma alma em busca de paz, mas ser ilhéu, não é fácil... Há que, aprender a amar a terra, e respeitá-la. Muita gente, nunca se adapta, por se sentirem enclausurados, restringidos e longe dos grandes acontecimentos, dos centros de decisão...mas, nós os Açorianos, os verdadeiros ilhéus, nós já estamos habituados à imensidão da água que nos circunda, deste Oceano imenso, que 'afogou' em tempos uma suposta ‘Atlântida’ já desaparecida, um mar que também retrata, tanto a sua força ‘monstruosa’ nos invernos rigorosos, como ao mesmo tempo nos transmite a sua inspiração, que nos transporta para longas metas, para um horizonte sem fim, para sonhos desmedidos, e que está sempre presente no Espírito deste Povo.
Viver na ilha pode ser solidão, pode ser monotonia, pode ser distância e saudade mas, também é…calor humano…plenitude...natureza…pureza…mar e horizonte!
Contradição? Só, para quem não sabe o verdadeiro sentido do ‘ilhéu’, do viver ‘abraçado’ à natureza ímpar, de montanhas e vulcões…onde a ambição, e o sonho se cruzam com o mar...mesmo ali, ao abrir da janela!
Viver nos Açores, é esta magia, que por vezes, NÃO SABEMOS AGRADECER COMO A GAIVOTA QUE BEIJA A TERRA!!!

Paulo Ferro em 11/06/2010

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Deitem cá p'ra fora...


Senhor Deputado Aníbal Pires, desde já, agradeço atentamente ter-se dado ao trabalho de opinar sobre o meu comentário...uma vez que 'não tem'(?) pretensão de esclarecer os que querem e/ou os que não querem ser esclarecidos.Mas, ao responder, já está a tentar esclarecer, não será assim?
No que diz respeito ao meu comentário, não me referia própriamente à resposta do Deputado Rui Ramos, nem tão pouco à vossa proposta que defendia a revogação do Decreto Regulamentar que alterou o modelo de gestão da Escola Profissional das Capelas, ilha de São Miguel.Referia-me sim, às constantes críticas do PCP Nacional ao longo dos anos da sua existência, e em particular, recentemente relativamente ao PEC, assim como às 'denominadas' medidas de austeridade propostas pelo Governo PS, e digamos 'esculpidas' pelo PSD.
Não vou dizer se estou de acordo ou não com as medidas, mas faz-me confusão, a mim e a muitos Portugueses que haja Partidos que vêm para a Praça Pública criticar, condenar, deitar abaixo até ao ponto de apresentarem uma Moção de Censura ao Governo, e logo nesta altura do campeonato!Mas, então...que raio de varinha mágica tem o PCP?Que diga, que esclareça como se devia fazer...quais as soluções, basta de falar em abstracto...o monstro isto, o monstro aquilo...sinceramente, sejam realistas...digam...'deitem cá para fora' como diz a famigerada publicidade da TV!Deitem cá para fora!
E, por último...deixe-me dizer-lhe que vejo a política com os pés bem assentes no chão, com uma visão nada dogmática...nunca fui fundamentalista...E quanto à minha fé...só em Deus, e já agora 'És a nossa fé...Força Sporting Allez! '- isto sim, é a minha fé! ;))
Boa tarde para si...

Paulo Ferro em 19/05/2010(comentários do facebook)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

O Destino será sempre o mesmo…para todos



Os caminhos podem ser muitos…Mas o destino será sempre o mesmo.
Podemos ter muitos caminhos por onde escolher. Se ao menos…nós os pudéssemos realmente escolher…
Quando estes mesmo caminhos…Não nos fossem impostos ou vedados…
Ou pela sorte que a vida nos proporciona. Ou até mesmo pela sorte que algumas pessoas… nos permitam ter…
Mas o destino final…Este será sempre o mesmo!
Podemos…cada um de nós ter um caminho mais longo, ou mais curto…e mais calmo…
ou até mesmo um caminho mais turbulento…Podemos até caminhar com tamanha facilidade, e/ou com tamanha dificuldade…mas o destino…Sim, este destino será sempre o mesmo…
A vida para quem não se apercebeu, para quem não teve ainda oportunidade…
ou para quem não quis…tirar um momento…para parar, para reflectir…sobre esta existência…Não conseguiu concluir que esta existência…não é nada mais …do que dois meros dias…
Sim, dois dias apenas…dois simples dias!
Não se compreende por isto…que haja ainda pessoas que teimam em olhar a vida como sendo…eterna…ininterrupta e como sendo estas mesmas pessoas..uns filhos de um Deus Maior…onde tudo podem, onde tudo querem…Tantas são…as crueldades, as hipocrisias…as ingratidões, as arrogâncias do poder, as exacerbações do egoísmo…o frenético desejo de posse, do materialismo…e, a mais recente ganância pelo conhecimento científico…E que em muitos casos…são meros indicadores de estatística…Longe estão da real verdade e do perfeito conhecimento. O conhecimento da ética, das nossas raízes, da boa vontade, da bondade, da caridade e até mesmo da vergonha…
É este o mundo em que vivemos…o mundo das regras dúbias…o mundo de uns quantos, que teimam em olhar a vida…da forma mais tecnocrática…marginalizando…
O que de mais valioso existe…O AMOR PRÓPRIO…que defende a existência dos valores…e daqueles…que defendem as suas raízes, com amor, com gratidão…e também com conhecimento…o conhecimento da vida e de vida…o tal conhecimento que muitos senhores não conseguem ver…a dedicação simples e séria…Está provado…que as crises morreram não à custa de tecnocratas, mas à custa de gente simples…do Povo!
E, é por isto, que de facto…os caminhos podem ser muitos… nesta vida.
Mas no final…
No final…meu amigo…o destino será…indubitavelmente…o mesmo - Descanse em paz…

Paulo Ferro em 2 de Dezembro 2009

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Movimento do ' Ser Povoacense'



Antes mais...que estejam bem todos os Povoacenses, em particular todos aqueles que não vivendo no Concelho...continuam a defender e amar a sua terra!
Gostava de poder transmitir o seguinte...e aguardo partilha de opiniões de todos aqueles que como eu...estando distantes geograficamente, mas pertos no coração, que sentem que nos tratam como orfãos, como estrangeiros...desvalorizados na Terra que nos viu nascer e/ou na terra para a qual teimosamente defendemos nos bastidores, e que com orgulho proclamamos como 'a minha terra', sem vergonha, sem preconceitos e acima de tudo sem interesses pessoais...quer sejam de àgua Retorta, Faial da Terra, Nossa Senhora dos Remédios, Furnas, Ribeira Quente ou da Vila de Povoação...a terra é de todos - A nossa 'Velha Povoação'!
Há alguns anos que tenho como meta, formar, constituir e fundar aqui em Ponta Delgada uma Associação dos Amigos da Povoação...pode até nem ter este nome, aliás...era bom que tivessemos um nome diferente...mas, isto depois será falado e discutido...
Simplemente nesta altura do campeonato, o mais importante é transmitir a ideia aos muitos Povoacenses que por cá vivem...e que de uma maneira ou outra gostam da sua Terra Natal...basta de sermos considerados 'estrangeiros'...temos voz...e queremo-la activa, e porque não também...ter decisão nos assuntos da nossa terra...nos problemas da nossa terra...
Meu amigo, eu conto contigo, e estou receptivo às tuas ideias.Em breve vamos reunir um pequeno número de Povoacenses interessados neste assunto para partir numa caminhada que se quer louvável!

Cumprimentos Povoacenses...Bem Haja Povoação!

Paulo Ferro

'Os verdadeiros Povoacenses não são necessáriamente aqueles que vivem no Concelho'...é esta frase que me faz mover no sentido de fundar uma Associação com estatutos próprios..escriturada legalmente para que possamos dizer em voz alta...'Nós também somos Povoacenses'...

Abraço

segunda-feira, 4 de maio de 2009

A Ganância do Poder...


A ganância desvirtua e corrompe o homem, e na sequência da mesma, ele não se importa de prejudicar o seu próximo, nem nunca está satisfeito com o que tem, está sempre querendo mais.
E como consequência desta obsessão maléfica, o homem…rouba, mata (mesmo que indirectamente através das suas acções mais ou menos destrutivas), comete todo o tipo de loucura, faz trapalhadas, pratica falcatruas absurdas, com o simples objectivo de saciar os seus desejos pessoais, familiares e de uns quantos 'ditos' amigos.
Na política, vemos candidatos, que querem ganhar eleições a qualquer custo, travando verdadeiras batalhas para se elegerem, atropelando os seus adversários, da maneira mais vergonhosa...
Usam da desonestidade para se darem bem porque cada um quer mostrar que é mais esperto e mais competente que o outro, procuram atingir seus adversários, mostrando o lado oculto de suas vidas pessoais.
Até mesmo as suas famílias não escapam a estas artimanhas, há candidatos que até fazem pactos com o diabo para serem eleitos...
E quando são eleitos, não se satisfazem, querem mais, aí começam as falcatruas, até esquecem ou ignoram aqueles que os apoiaram, e que poderiam ser as mais valias, os mais competentes, os mais leais na procura de resultados sérios e objectivos!
Por vezes, diria mesmo, a maioria das vezes…as consequências deste género de atitude por parte dos políticos são de tal forma desastrosas, e que para o efeito transcrevo uma breve história, que sintetiza muito bem a forma como de uma maneira geral a sociedade dos dias de hoje encara os actuais políticos…

«Conta-se que certa vez saíram três caçadores para caçar, que entraram numa mata, e quando se deram conta; estavam perdidos, quanto mais procuravam a saída mais se enclaururavam pela mata adentro, e naquela ânsia de encontrar o caminho de volta,depararam-se com um grande tesouro.
Havia caído um avião de traficantes que transportava uma grande quantidade de ouro em barras, quando viram tanto ouro, começaram a fazer planos, cada um tinha em sua mente usar daquele ouro, para melhorar de vida, dar todo o conforto para suas famílias.
E naquela euforia de riqueza, começaram a repartir aquele tesouro, sem pensar como o havia de transportá-lo, pois não estavam preparados, e também, não se deram conta de que estavam perdidos.
Quando um deles teve a feliz ideia de fazer um saco com suas calças, e procedendo assim, colocaram o ouro em três partes iguais, nos sacos e saíram à procura do caminho de volta para casa.
O peso do ouro nas costas, fez com que se sacrificassem muito, e era muito incomodo aquelas pontas de ouro ferindo seus lombos, pois era ouro em barra, e naquela ânsia de encontrar o caminho de volta, iam enfraquecendo cada vez mais, as forças iam esvaindo, o mais fraco já não suportava mais e acabou ficando para trás.
O que se achava mais esperto, fez uma proposta para o que estava mais próximo, falando baixo para não levantar suspeita ao que ficara para trás. Propôs então…matá-lo, assim sobraria mais ouro para eles.
O companheiro sem hesitar, aceitou logo a proposta, e assim fizeram, mas o resultado desta ganância tirou-lhes a razoabilidade, e não perceberam que não havia a menor possibilidade de transportar aquele ouro, pois as condições físicas deles estavam comprometidas e cada vez mais fracas, sendo que o peso do ouro para cada um ficava além das suas forças.
A dificuldade para se movimentarem era muita; além do mais estavam perdidos.
Com muita dificuldade encontraram o caminho, mas estavam muito cansados e nervosos, e a ambição fez com que brigassem.
Envolveram-se numa tremenda luta corporal, desferindo golpes mortais, um ao outro, e sempre o mais forte levava vantagem, por ironia o derrotado desta batalha caiu de cabeça justamente em cima de uma barra de ouro, tendo uma morte instantânea.
O sobrevivente, então começou a viajar nos seus pensamentos…iria comprar casa na cidade com piscina e tudo de bom que o conforto lhe pudesse oferecer, já pensava em carro do ano, o mais caro e até mesmo um barco de luxo, seus pensamentos eram para aproveitar a vida em tudo, que o dinheiro pudesse comprar, queria ser importante.
Acontece, que na luta que travara com seu companheiro, ele foi ferido profundamente, e estava perdendo muito sangue, sentiu que não iria conseguir chegar a casa com aquele ouro, e assim resolveu enterrá-lo, para buscar mais tarde. E assim, conseguiu com muita dificuldade fazer o buraco e enterrar aquele tesouro, mas saiu cambaleando em direcção a sua casa.
O sol escaldante e a perda de sangue fizeram-no perder os sentidos, sem água e sem ninguém para ajudá-lo, acabou morrendo desidratado sob o sol quente, ainda longe de casa.
E o ouro? Ficou lá enterrado para sempre.»
Resumo da história???
Cada um de nós deverá tirar ilações, e embora a abolição de cenas como a que acima refiro não dependa de uma única pessoa…a verdade é que se cada de nós fizer o seu papel…através da benfeitoria, este mundo poderá ser mais transparente…inequivocamente melhor!

Paulo Ferro 04 de Maio 2009